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sábado, setembro 19, 2009

Quem ainda não conhece Nip/Tuck?

Por: Maurício O. Freire


Bem vindo ao mundo das cirurgias estéticas, onde ter um rosto “perfeito” e um corpo escultural é o que vale.

Tendo isso em mente, e avistando à frente um futuro promissor – atendendo os mais privilegiados de Los Angeles (aqueles que podem pagar para ter o visual que sempre sonharam) os cirurgiões plásticos Christian Troy (Julian MacMahon) e Sean McNamara (Dylan Walsh) resolvem montar, em sociedade, a clínica McNamara/Troy.


Ambos são amigos desde os tempos de faculdade, e vêm alimentando esse sonho antigo – que finalmente dá certo. O que ele não podiam prever é que nem tudo correria de forma perfeita na vida deles.
Além de amigo, Christian é padrinho do filho mais velho de Sean, ou pelo menos o filho que todos acreditam ser dele; uma vez que Christian e a esposa de Sean, Julia (Joely Richardson), que nutriam um sentimento mútuo, acabam tendo um caso pouco antes do casamento dela com Sean.
À medida que certos segredos vão sendo revelados, o casamento de Sean – que já não andava muito bem – acaba chegando à beira do abismo. E Christian, que nunca viu a possibilidade de levar uma vida como a de Sean, assiste a tudo isso de perto, procurando aconselhar e apoiar o amigo, mas sem deixar de levar a vida promiscua e alimentar sua compulsão por sexo. E isso não é difícil, considerando sua profissão e condição financeira.
Sean não vê problemas nisso, desde que Christian não se relacione com as pacientes ou funcionárias da clínica. E nisso o amigo não obedece; pelo contrário, protagoniza cenas tórridas de sexo a cada capítulo, das mais variadas formas e com a maior variedade de mulheres possível; coisas “leves” como: sexo a três, mais de três, gêmeas, mãe e filha, grávida e por ai vai. Detalhe: sem nunca se envolver verdadeiramente com nenhuma delas, chegando, muitas vezes, a humilhá-las.



Mas esses não são os únicos personagens que contribuem para tornar essa série mais complexa. Outros, igualmente intrigantes, nos entretém com seus dramas e conflitos pessoais. A própria Julia, sufocada com os problemas que enfrenta em seu casamento com Sean, procura uma forma de lidar com suas dúvidas, insatisfações e a propensão que tem para a infidelidade. Além disso, se vê consumida pelo segredo que esconde a respeito da paternidade do seu filho mais velho, Matt (John Hensley).
Esse, por sua vez, enfrenta os dilemas da juventude da forma que pode, sem encontrar um modelo de comportamento – possível apenas através de uma família bem estruturada. Matt acaba, por vezes, envolvido em relacionamentos errados e situações arriscadas. A coisa só piora quando Christian resolve arrastá-lo para a vida que leva.




Agora, o melhor da série, está nos personagens coadjuvantes (os pacientes da clínica McNamara/Troy) que nos trazem histórias interessantes e, muitas vezes, polêmicas. Detalhe: cada capítulo da série leva o nome do paciente em questão. Acredito que são eles, acima de tudo, que dão motivo para a série existir.




Sempre apresentando casos intrigantes, tendo como finalidade uma cirurgia estética que pode mudar suas vidas – às vezes justificada, outras por simples questão de vaidade ou obsessão. E, para acompanhar os procedimentos cirúrgicos aos quais esses pacientes são submetidos, é preciso ter estômago forte, já que os produtores não poupam certos detalhes, optando por tornar as cenas bastante realistas. Inclusive, isso acaba dando mais gás a essa série criada e muito bem elaborada por Ryan Murphy, que mistura casos polêmicos, situações realistas e extremas baseadas no comportamento do ser humano, na sua essência, com seus problemas, defeitos, vícios, perversões e (por que não?) qualidades.



É difícil não se envolver e se encantar com Nip/Tuck, ainda mais quem gosta de encarar a verdade de frente, de forma explícita.
Além do mais, quem é que não tem defeitos? Quem é que não sofre? Quem é que não gostaria de ter um corpo perfeito às vezes? Um rosto perfeito, talvez? Uma vida perfeita?



sexta-feira, setembro 18, 2009

Por dentro de Grey's Anatomy

Por: Maurício O. Freire

Esse Post é dedicado àqueles que gostam de séries americanas e estão sempre à procura de novas e interessantes opções.




Aproveito, agora, para falar um pouco sobre a série classificada por mim como a numero um das 10 melhores séries que já vi. Para quem ainda não conhece, farei uma breve apresentação, realçando suas qualidades.

A série começa quando cinco estudantes de medicina são aceitos como internos no conceituado hospital Seattle Grace, em Washington (Meredith Grey - Ellen Pompeo, Cristina Yang – Sandra Oh, Isobel "Izzie" Stevens – Katherine Heigl, Alex Karev – Justin Chambers e George O'Malley – T. R. Knight). Todos são aspirantes a cirurgiões, durante as três primeiras temporadas, se esforçam para serem aprovados em seus exames a fim de se tornarem médicos residentes.

Só que essa tarefa não é nada fácil pois, logo no primeiro dia, eles descobrem que a rotina de um hospital pode ser muito cansativa e estressante, apresentando casos complexos e que requerem coragem, habilidade e um grande preparo intelectual e emocional por parte deles. E, uma das principais regras é que eles não se envolvam com os pacientes, devendo ser o mais profissional possível. Acontece que o ser humano é movido pela emoção, e não é fácil para ninguém, inclusive para um médico, separar o lado emocional do lado profissional. É ai que nós mergulhamos fundo nos dramas e relacionamentos pessoais de cada um dos personagens, conhecendo bem sua personalidade, opiniões, gostos, anseios, amores e desafetos.
E por acompanhar cada uma de suas conquistas ou fracassos no difícil caminho que eles percorrem para atingir seu objetivo, é que nos cativamos cada vez mais com cada um, e nos identificamos, também.

A protagonista, Meredith, apesar de muitas vezes indecisa e confusa, acaba cativando pelo seu jeito meigo e companheiro. E é triste saber o drama que ela passava com sua mãe, que outrora fora uma grande cirurgiã e que hoje sofre de Alzheimer.
O mesmo, pode se dizer de Izzie Stevens que, apesar de ter sido julgada por suas atitudes no passado, teve seus motivos e que são bem justificados como, por exemplo: SPOILERS – continue a ler por conta e risco – o fato de ter posado nua para bancar sua faculdade, ou o abandono de sua filha uma numa época em que não tinha condições de cuidar da criança – fim do SPOILER.
Além dessas, há ainda a inteligente e obstinada Christina, muitas vezes irônica e sempre focada em sua carreira. E os homens: George e Alex Karev, donos de personalidades muito distintas, mas que conseguem cativar os espectadores, cada um do seu jeito. Karev, mais no decorrer dos capítulos, por volta da metade da segunda temporada em diante. Mas vale a pena esperar, agüentando seu ego e sua arrogância durante o início da série.


Além de se relacionarem entre si, como bons amigos, eles se vêem envolvidos em relacionamentos amorosos com médicos residentes do hospital, com quem trabalham. Alguns deles chegando até mesmo à beira do altar. Porém, como toda boa série, essa é cheia de surpresas e reviravoltas, o que a torna mais completa, não permitindo que ela caia na mesmice.

Misturando drama, romance e comédia na medida certa, ainda trás um tema que desperta o interesse de alguns (espiritismo) na medida em que foge do foco da ciência e da rasão e sugere o que pode haver do “outro lado da vida”, quando o ser humano deixa o plano físico. Mas isso é citado apenas em alguns capítulos, mostrando a habilidade dos criadores em, através da série, mexer com a emoções dos que vivenciam os fatos (personagens) e dos que os testemunham (nós espectadores). É muito fácil, para os mais sensíveis e emotivos, rir e chorar em um único capítulo.

Recentemente encerrei a terceira temporada e estou ansioso para continuar de onde parei, pois sei que muita coisa acontece mais para frente, muitas novidades. E o melhor: a série não esmoreceu no decorrer das temporadas; pelo contrário, continua mantendo seu vigor e fazendo o mesmo sucesso, se não mais. Ponto para a grande Shonda Rhimes, criadora da série, pela sua inteligência, seu talento, inspiração e muito bom gosto.


P.S.: para os interessados, uma dica: não perca tempo, assista! Afinal de contas, já está na sexta temporada lá fora.

As 10 Melhores Séries que já assisti - Parte 1

Por: Maurício O. Freire

Esse Post é dedicado àqueles que gostam de séries americanas e procuram por dicas sobre novas e interessantes opções.

Destaque:


Eu posso dizer que, juntamente com Blossom, essa foi a série de TV que me fez tomar gosto por esse tipo de programa. Apesar de ser uma série cômica - que não é o meu gênero preferido - conseguiu me arrancar boas gargalhadas em vários dos episódios que assisti. Não é difícil de imaginar o motivo pelo qual ela se tornou um fenômeno, chegando a 10º Temporada. Todos os personagens são encantadores, especialmente a dedicada e metódica Mônica, a avoada e espirituosa Phoebe e o hilário e simpático Joe (que ganhou uma série própria, engraçada, porem não tão bem sucedida). Não entra na minha lista das 10+, mas eu não podia deixar de reservar um espaço para elogiá-la, pois ela merece.


Vamos à relação das 10+ então:


10 - [Early Edition]


Essa, com certeza, merecia entrar no meu top 10 das melhores séries que assisti. Acredito que o ano de 2002, para mim, foi marcado por essa série, graças à idéia gênial da Record de reprisar todos os capítulos, de todas as temporadas, diariamente. E olha que eu nunca me interessei em acompanhá-la quando era exibida semanalmente, nas tardes de domingo. Mas série que é boa e assim, você assiste a um capítulo, gosta... Resolve acompanhar o seguinte e... se apaixona. Foi o que aconteceu comigo. Após o terceiro eu já não conseguia mais parar de ver. Todos os personagens, inclusive o chato do Chuck Fisherman, são extremamente carismáticos. E, apesar de não se tratar de uma idéia original, a série revolucionou, de certa forma, a maneira de fazer ficção ao apresentar um sujeito pacato, entrando na casa dos 30, solteiro e sem muitas perspectivas com relação ao futuro que, inexplicavelmente, é presenteado com um artefato misterioso (um jornal que apresenta as notícias do dia seguinte) e resolve usá-lo para fazer o bem - numa tentativa, talvez, de dar uma sacudida na sua vida monótona.


Eu digo que não se trata de uma ideia original pelo fato de acontecer algo parecido com Marty McFly em 'De Volta para o Futuro 2' (quem assistiu vai se lembrar, e quem ainda não viu... não sabe o que perde). Porem, é revolucionaria na medida em que coloca um sujeito sem poderes com uma missão que não lhe é imposta, apenas sujerida, em uma cidade real - no caso da série, Chicago - com pessoas comuns e situações que acontecem normalmente no dia-a-dia - partindo, às vezes, para acontecimentos inverossímeis mas que, para quem gosta de ficção, acabam se tornando perfeitamente aceitáveis.

09 - [House]


Outra série que merece uma posição entre as 10 mais. E só coloco à frente da anterior pelo fato de ter-me cativado apenas com os primeiros episódios da segunda temporada (quer motivo maior?). Infelizmente não tive a oportunidade de acompanhar o primeiro ano, mas consegui me acostumar com o ritmo da série e, principalmente, com os personagens - que são o seu forte. Com certeza essa não é uma das séries que agrada a todos e, por isso, eu não a recomendo para ninguém; talvez para aqueles que apreciam a comédias de humor negro, com tiradas sarcásticas e atitudes inusitadas e pouco convencionais (essa últimas concedidas pelo protagonista da série, que por sinal dá nome a ela). Por ser tratar de uma série dinâmica com capítulos independentes, diálogos rápidos e recheados de termos técnicos é necessário muita atenção para a compreenção do desenrolar dos fatos e apreciação dos desfechos, sempre imprevisíveis, que nos dão um motivo para querer continuar acompanhando capítulo após capítulo.

08 - [CSI]


Apesar de ser uma série com capítulos independentes, coisa que não me agrada muito, de não ser inovadora, de trazer conclusões pouco plausíveis em muitos episódios - sem falar no fato de tratar sempre de dois casos diferentes no mesmo episódio, o que dificulta muito o acompanhamento do raciocínio dos investigadores e, consequentemente, a compreensão das histórias - essa série agrada pela ótima produção, realmente caprichada com bom investimento, comparado a uma produção cinematográfica; pelo bom desempenho dos atores (com exceção de Georde Eads), que nos passam credibilidade em suas atuações e, também, pelo clima de mistério criado em cada caso. São esses fatores, somados ao conhecimento a respeito de assuntos diversos que nos são passados pela brilhante equipe de Gil Grissom a cada capítulo e a forma transparente com que as ações dos criminosos são apresentadas que nos prendem a ela, mesmo que seja difícil (volto a repedir) de compreender ou aceitar, muitas vezes, as conclusões dos casos.

07 - [Cold Case]


Ou 'Arquivo Morto', como o SBT preferiu chamar. Uma excelente série, no mesmo estilo de CSI (com o mesmo produtor, inclusive), mas com um diferencial: apenas um caso a ser resolvido por capítulo. Nessa série, os protagonista são Lilly Rush e seu companheiro Scot Vellance que têm como tarefa resolver casos antigos e, aparentemente, insolúveis. Usando apenas determinação e inteligência - suas principais armas - os dois detetives partem em busca de pistas que possam levá-los à conclusão dos casos. Os capítulos são sempre bem elaborados, os atores demonstram bom desempenho em suas atuações e, o que é melhor, a trilha sonora é composta de ótimas músicas da época em que ocorreram os crimes. E tudo isso misturado com a sensibilidade com que os dramas são abordados (não sei se pelo fato de termos uma mulher como protagonista da série ou da necessidade de torná-la o mais diferente possível de CSI) é que tornam essa série uma das melhores. Mesmo a segunda e a terceira temporada, que são bem inferiores à primeira, não me tiraram a vontade de continuar a acompanhá-la.


06 - [The Closer]


Outra série que merecia um lugar na minha lista das 10+. Não só pelo fato de a personagem principal ser muito carismática, como as situações em que ela se envolve são sempre hilárias. Os casos vão ficando mais interessantes, tensos e difíceis de serem resolvidos a cada capítulo, porém a equipe de policiais investigadores de Los Angeles (da qual Brenda Lee, personagem principal, é delegada) acaba “tirando de letra”. O foco da série, assim como as duas séries que citei anteriormente, está nas investigações criminais e não na vida particular dos personagens, mas é inegável que cada um deles contribui com uma boa dose de humor que contrasta com a tensão que acompanha o mistério que envolve os crimes, balanceando tudo isso na medida certa. Esses, sem dúvida, são os motivos que tornaram a série muito interessante.

Continua na Parte 2...

As 10 Melhores Séries que já assisti - Parte 2

Por: Maurício O. Freire

05 - [Desperate Housewives]



Essa série entrou na minha vida definitivamente. É impressionante a quantidade de eventos que podem ocorrer em uma mesma vizinhança de classe média. Um ponto positivo para Marc Cherry, que soube reunir em uma mesma história drama, romance, comédia e muito suspense. Sem dúvidas ele foi muito inteligente ao abordar (à moda de Manuel Carlos) questões sociais, dramas familiares, com uma boa dose de humor negro, tornando-a atraente e divertida.Há pouco o que dizer a respeito dos personagens, apenas que são apaixonantes. A cada capítulo um novo fato surge, mudando o rumo dos acontecimentos constantemente (o que torna a série não só imprevisível, como muito empolgante). E como não se render a uma trama que é 'novelizada' e cheia de mistérios? Mais dois pontos para o autor.


Acabei dando uma pausa na série após a segunda temporada, mas estou ansioso para voltar a acompanhar as desventuras das donas de casa que, entre erros e acertos, tornam a vida de cada um que assiste e é apaixonado pela série (como eu) um pouco mais divertida.


04 - [Oz]


Essa, definitivamente, é uma séria para poucos. Já pela abertura é possível se ter uma noção do quão violenta ela é. Eu tive o prazer de assistir a todos os episódios de todas as temporadas que o SBT exibiu ao longo de alguns anos (e mais de uma vez!). Não porque eu seja uma pessoa violenta (eu repudio qualquer forma de violência, na verdade), mas por se tratar de uma série bastante tensa, dramática e que aborda vários temas como: preconceito, homossexualismo, intolerância, sexo - de forma muito explícita até. Oz possui um enredo muito bem elaborado e bons atores, o que torna cada um dos capítulos bastante apreciável. É com ansiedade que eu esperava pela próxima semana, ao fim de cada capítulo, para saber o que iria acontecer - ah, é também uma série "novelizada", como Desperate Housewives. Pena que, por ser uma série da HBO, cada temporada tinha no máximo 13 episódios. Mas o melhor é que a série não foi perdendo a intensidade com o passar nos anos; pelo contrário, continuou mantendo o mesmo rítmo, com personagens novos que substituiam os que tinham tido um fim (muitas vezes trágico) nas temporadas anteriores, desenvolvendo novos laços e vivenciando novas experiências com os prisioneiros já conhecidos da Prisão de Segurança Máxima. E isso é que era outro fator curioso com relação à série: a afeição que os criminosos, por mais vis que fossem, conseguiam despertar no público. Não estou dizendo que era fácil morrer de amores por eles, mas pelo menos uma certa admiração. Não sei se por causa dos atores, com suas atuações brilhantes, ou se pelo roteiro em si... mas o fato é que algumas figuras deixavam saudades quando, por um motivo ou outro, abandonavam a história. Eu mesmo considerava vários deles muito interessantes; em especial Chistopher Keller que, para mim, era de longe o melhor! Ponto para o SBT por tê-la exibido durante tanto tempo, sem se esquecer de nenhuma das seis temporadas (bem que podia ter mais!).


03 – [Nip/Tuck]


Continuando a polêmica, mais uma série representante desse gênero “drama-polêmico” para a minha lista. E ocupando uma posição de destaque (as três melhores!). Não que eu tenha um gosto mórbido a ponto de apreciar procedimentos cirúrgicos bastante explícitos (o que requer estômago forte de uns), mas eu posso dizer que essas cenas apimentam um pouco mais a série, ou melhor, acabam sendo essenciais para uma série que tem a pretensão de ser “séria” usando como tema principal a onda das cirurgias estéticas. Mas, indo mais a fundo, isso não é tudo nessa série que, tendo dois protagonistas (Christian Troy e Sean McNamara, sócios da clinica Mcnamara/Troy) usa os personagens para mostrar a natureza do ser humano: seus medos, suas ambições, vícios e fraquezas. Abordando temas intrigantes que vão desde incesto e compulsão sexual a trafico de órgãos, ela acaba envolvendo facilmente o espectador, que se vê preso a cada capítulo esperando a conclusão de situações vividas pelos personagens principais – o que normalmente só ocorre no final de cada uma das curtas temporadas compostas por cerca de 15 capítulos. Destaque para a terceira temporada que insere um assassino serial na trama, aumentando o suspense dessa série que já é rica em drama e humor negro.

02 – [Lost]


É óbvio que essa não poderia ficar de fora. Ainda mais para alguém que gosta de variedade de gêneros, especialmente drama e suspense (combinação perfeita). Como o meu amigo Jayson já havia comentado antes no seu post sobre a série (http://jovensolhares.blogspot.com/2009/08/primeiras-impressoes-lost-primeira.html), o forte dela sãos os personagens bem elaborados, os dramas vivenciados por cada um. Seus relacionamentos dentro da ilha, e as surpresas que nos são entregues aos poucos sobre quem são realmente cada um deles, o que fizeram antes do acidente e o que os levou até aquela ilha. Porém, as maiores de todas as perguntas que os espectadores e fãs da série se fazem ainda não foram respondidas. Com sua ultima temporada prevista para ir ao ar lá fora no inicio do próximo ano, só nos resta aguardar para saber como será a conclusão dessa história tão intrigante: o que é realmente aquela ilha, o que ela representa, porque razão os personagens foram parar lá (com que propósito)? E, acima de tudo, torcer para que o final seja convincente e agrade a todos nós, sem deixar dúvidas ou fatos sem serem esclarecidos.


01 – [Grey’s Anatomy]


Por que escolhi essa série como minha favorita? A resposta é simples: devido a sua simplicidade. Sim, é com simplicidade que essa série, apesar de ficção (ficção ordinária, como o próprio Jayson já nos explicou em outro de seus posts: http://jovensolhares.blogspot.com/2009/09/ficcao-cientifica-recomendacoes-parte-1.html) ela retrata bem a rotina de um hospital, apresentando casos diferentes a cada capitulo, sem sair do foco principal: os dramas e relacionamentos vivdos pelos personagens. Novamente drama? (sim, caso contrário não estaria entre as minhas preferidas). Porém, dessa vez de forma mais leve – como em Desperate Housewives – muito bem equilibrado com momentos de humor (também leve e inteligente) e situações que nos vão surpreendendo no decorrer das temporadas.


Eu, que gostava muito da série House, e ainda gosto, tenho que admitir que a troquei por Grey’s Anatomy, rapidamente, pela forma como esta foi elaborada, com personagens bastante carismáticos e situações verossímeis; outro detalhe: ela não choca o expectador com seus procedimentos cirúrgicos (o que a torna fácil de ser assistida por pessoas mais sensíveis).


Concluindo: com exceção de duas (Early Edition e Oz), todas as demais ainda estão sendo produzidas lá fora, prometendo muitos acontecimentos interessantes – ou nem tanto – e que, por conta disso, podem acabar caindo ainda mais no gosto do público ou, até mesmo, no esquecimento total. Tudo depende da habilidade dos escritores e produtores em continuar mantendo a fórmula adotada até aqui, tomando cuidado para não desgastá-la e, também, sem alterações drásticas, que mudem a essência de cada uma delas. Afinal, é triste ver como o personagem por quem nos apaixonamos no inicio de uma série, acaba totalmente modificado (a ponto de ficar Justificarirreconhecível) com o tempo. Não é uma tarefa fácil, pra falar a verdade. Por isso mesmo eu acho bom pensar bem antes de estender uma série mais do que o devido. Ponto para os produtores de Oz e, por enquanto, também para os criadores de Lost.

P.S.: essas não foram as únicas séries que eu vi na vida, apenas as que eu mais gostei e recomendo. Como gosto é uma questão muito pessoal, há quem não goste de drama por exemplo, fiquem à vontade para julgarem e exporem suas opiniões.

terça-feira, agosto 18, 2009

Primeiras Impressões: Lost (Primeira temporada)

Antes de mais nada, estou assistindo o início da primeira temporada. Sim, tenho que reconhecer: a série é f*da!

Imagem de divulgação do canal norte-americano ACB

Impressões:
  • Personagens bem desenvolvidos
  • Situações tensas e vicerais
  • Fotografia excelente
  • Muitos flashbacks
  • Dilemas e questionamentos internos dos personagens
  • Personagens imprevisíveis
  • Muitos mistérios...
  • ...colocados nos momentos certos, sem parecer incoerente
  • Nada de apelar para finais noveleiros, do tipo "e agora, vou ter que assistir o próximo episódio!"
Até o momento, esta sendo A série. Veremos o que os episódios futuros nos reserva...
Abraços!

Inspirado num post do blog do Johnny.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Choque cultural: Jornada nas Estrelas e a Primeira Diretriz

Elenco (ou "Tripulação") de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração

Na série Jornada Nas Estrelas, há uma regra que nunca deve ser violada: a Primeira Diretriz. Graças à ela, é proibido que qualquer ser humano ou mesmo alienígena de outra espécie (associado à Federação dos Planetas Unidos) interferir em civilizações "pré-dobra".

O Pré-dobra refere-se ao período antes da descoberta da velocidade de dobra (mais rápida que a velocidade da luz, que garante as viagens que ocorrem na série) e que, portanto, esta civilização não está preparada para receber aliens, mesmo os bem intencionados.

Esta regra é baseada na idéia de choque cultural, ou seja, a interferência de uma civilização muito poderosa em outra menos desenvolvida que pode causar um estrago sem tamanho (com vários exemplos históricos que não me deixa mentir). Não tenho a pretensão de fazer uma redação conclusiva e crítica, como nosso amigo do blog Escarificações.

Este tema é tratado de forma interessante no episódio "Quem observa os observadores?" ("Who watches the watchers?", no original) quarto episódio da terceira temporada da Nova Geração, em que a tripulação se vê obrigada a descer no planeta Mintaka III para resgatar cientistas humanos que observavam camufladamente uma outra civilização em era Pré-dobra. Nesta descida, é violada a Primeira Diretriz, pois um aldeão vê, num desleixo de um tripulante, coisas incríveis (como uma pessoa sendo teletransportada) que o faz associar o acontecido com fenômenos sobrenaturais.

Cena de "Quem Observa os Observadores?" (fonte: Memory Alpha)

O estrago chega ao ponto de quase criar uma religião, culminando com a crença de que o capitão da nave Enterprise (Picard), visto de relance por um aldeão, era um deus onipotente com a capacidade de ressucitar mortos! Infelizmente o episódio comete uns pequenos pecados, com algumas coincidências bobas, mas nada que torne o episódio ruim.


Voltando para a realidade, a humanidade aprendeu (mas não totalmente) a respeitar essa "Primeira Diretriz". Existem histórias de aumento do número de mortes de indígenas (que nunca tinham visto a nossa civilização) logo após o contato com "o homem branco". Exemplos de mortes por "depressão" (suicídio) e gripe, pois os índigenas não estavam preparados para conhecer a nossa civilização "evoluída" e sem defesas para uma doença "básica" como a gripe. Não sei até que ponto isso é verídico, mas faz bastante sentido para mim.

Índios isolados que evitam contato com a nossa civilização

(Foto:  Gleilson Miranda/Governo do Acre; fonte: G1)

Como já foi noticiado, existem povos indígenas no Brasil que ainda não tiveram contato com o homem branco. Imagine a seguinte situação: um indígena que nunca teve contato com o homem branco olha para o céu e vê um avião barulhento passando...


Poster original do filme (fonte: AdoroCinema)

Você conhece o filme "Guerra dos Mundos", de 1953, baseado num livro de mesmo nome de H. G. Wells? Pois é, a intenção do autor era fazer uma comparação com a conquista das américas, e mostrar como seria se nós fossemos os indígenas e os aliens os conquistadores. Agradável, não?


Mas e se um indígena que nunca teve contato com o homem branco pegar uma doença (sem a interferência da nossa civilização) que somente nós temos a cura? Devemos ajudá-lo e interferir na civilização? Pois é, aí a situação se torna mais complicada.
Segundo Picard (o capitão na série Jornada nas Estrelas) não devemos interferir NEM nas piores situações, a não ser que a culpa seja nossa. Afinal, na minha opinião, os estragos não podem ser mensurados e devem, provavelmente, ser muito piores que a "catrástrofe" que aconteceria sem nossa presença.
Você concorda?

Horizontes claros, navegantes!
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