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terça-feira, dezembro 22, 2009

Bela tipográfia da apresentação de Portal



Um trabalho original atrai mais coisas originais, está é uma animação tipográfica da música de finalização do game Portal distribuído pela Valve. Reparem no uso da tipografia, acho que o tipo usado é a Helvética, me corrijam se estiver errado, trabalhando o sentido dessas placas que vemos no mêtro, na sinalização da rua, etc. O uso de ícones para substituir determinadas palavras é genial e uma animação bem conveniente para a letra desta música feita para o game.

Uma animação para ficar nos favoritos do You Tube!!!

segunda-feira, setembro 21, 2009

Curta de animação surrealista: Neighbours




Norman McLaren desenhando no filme

O projeto Cineclube, da cidade de Santo André (SP), tem uma proposta interessante: divulgar filmes fora do circuito comercial. Filmes independentes, que jamais seriam vistos por uma pessoa comum, pois são filmes fora de catálogo.

Numa das vezes que eu e um amigo meu fomos, assisti a um documentário sobre Norman McLaren, um diretor de curtas metragens de animação.

Pioneiro do cinema e fundador do departamento de animação do National Film Board of Canadá (NFB/ONF), Norman McLaren (1914–1987) é um dos maiores nomes da história do cinema de animação; um artista cujo brilho, criatividade e consciência social continuam a influenciar os cineastas até hoje. Desde as primeiras experiências cinematográficas na Escócia em 1933 até seu último filme no NFB/ONFem 1983, o conjunto das obras de McLaren revela talento e criatividade extraordinários, bem como profundas raízes humanistas.

McLaren era artista complexo e criador prolífico, e abriu novos caminhos e possibilidades dentro de um leque amplo de mídias e estilos. Foi um mestre do “filme direto” – ao desenhar e riscar no celulóide, criando até mesmo sons sintéticos ao desenhar sobre pistas ópticas sonoras. Abriu caminho na técnica chamada pixilation, na qual atores e objetos são filmados quadro a quadro e transformados em marionetes. Foi pioneiro na “música visual”, explorando novas maneiras para criar representações visuais da música que ele tanto amou, e outras vezes explorou o movimento puro. Cinema abstrato, surrealista, dança – nenhuma área ficou ausente da incansável imaginação de McLaren.

Norman McLaren, acima de tudo, era movido por um profundo compromisso com o pacifismo, os direitos humanos e a justiça social. Da mesma maneira como foi um inovador na forma, ele liderou a fusão da arte com a consciência social, e este legado inspirou gerações de cineastas engajados em questões sociais.

Fonte: Canadá Internacional

Um dos curtas que me chamou a atenção foi Neighbours. Feita com a técnica de Pixilation (descrita acima), a animação mostra como uma amizade entre vizinhos pode transformar-se em inimizade pela cobiça material e "territorial" - neste caso, uma flor que nasce entre o gramado das duas casas(!).

É interessante extrapolar a idéia do filme para algo maior, pois ele faz uma crítica ao instinto humano de procurar motivos (ou desculpas) para entrar em brigas (ou guerras).

Uma ótima animação, inovadora (mesmo para os tempos atuais), surreal, bem-humorada e imprevisível. Ganhador do Oscar de 1953.



Se você curtiu, fique tranquilo, pois no Youtube tem muito mais trabalhos de Norman McLaren!

Abraços!

Links recomendados:
Mini-críticas para mini-filmes: recomendação e exibição de curtas.
Animamundi: assista algumas das animações premiadas no Animamundi.
Portacurtas: portal de exibição de curta-metragens brasileiros.

domingo, setembro 20, 2009

Análise: Up - Altas Aventuras


Título original: Up
Gênero: Animação
Duração: 96 min
Origem: EUA
Estréia - EUA: 29 de Maio de 2009
Estréia - Brasil: 04 de Setembro de 2009
Estúdio: Pixar Animation Studio/Walt Disney Pictures
Direção: Pete Docter, Bob Peterson (Monstros S.A)
Roteiro: Bob Peterson
Produção: Jonas Rivera

Sinopse

"Os estúdios Walt Disney Pictures e Pixar Animation levam as plateias do cinema para bem alto e bem longe com seu show de fantasia "Up – Altas Aventuras". Apresentado em 3D, o filme conta a edificante história de um velhinho viúvo chamado Carl Fredricksen, com seus setenta e poucos anos de idade, passou a vida sonhando em explorar o planeta e viver plenamente a vida. Até que um plano mirabolante invade sua cabeça teimosa: fazer sua casa inteira levantar vôo e transportá-la dos Estados Unidos a um lugar em meio às montanhas da floresta venezuelana. Um erro de percurso faz sua casa cair e ele tem de seguir sua viagem a pé, com a ajuda de um escoteiro gordinho e muito dedicado. Mas nessa jornada eles vão enfrentar muitos vilões, bestas e situações absurdas."

Análise

Atualmente, não se discute se um filme da Pixar é bom ou ruim. Se discute se ele é melhor ou pior que Wall-e. Você pode duvidar da importância de Wall-e para o cinema mas, com toda certeza, foi um filme ousado, que revolucionou a forma de se fazer animação. Por isso, está sendo usado como referência.

Quanto a Up, alguns críticos influentes, como Pablo Villaça, dizem ser inferior ao Wall-e. Outros, como o Érico Borgo, do Omelete, disse que "provavelmente, a Pixar nunca vai atingir seu auge".

Eu, como fã de animação e como fã da Pixar, devo minha opinião: não é melhor que Wall-e e nem que Ratattouile, mas é melhor que Monstros S.A. e Procurando Nemo, por exemplo.

O início, que mostra a vida de Carl desde a infância até velhice, é de uma sensibilidade incrível. É sublime, espetacular.

Depois desta pequena, porém importante, introdução, o filme mostra um dia comum na vida de Carl. E, como de costume, o imprevisível: é interessante a cena que mostra o local onde Carl vive, causando uma surpresa - sendo inclusive uma cena engraçada.

Um pouco depois, quando a viagem propriamente dita começa, o filme muda de ritmo e clima, mas sempre com a sutileza característica da Pixar. Ele fica bem mais alegre - e também divertido e cheio de situações perigosas, típicas de filmes de aventura.




É incrível, também, a capacidade deles de criar personagens marcantes. Além do velhinho e do escoteiro mirim Russel, aparecem Kevin (uma ave gigante que é fêmea, apesar do nome) e Dug, um cão carente (aparentemente da raça Golden) e que fala (de uma forma curiosa e interessante, que não vou contar aqui).




Neste momento, surgem vários outros personagens - incluindo vários cachorros "falantes". A quantidade de cachorros falantes, e seus comportamentos, dão a sensação do filme ser mais infantil do que Wall-e - não que isso seja um defeito.

O único defeito, que faz com que o filme não seja tão bom quanto Wall-e, é a previsibilidade em alguns trechos do filme. Nada demais, afinal, as qualidades são tantas que enfraquecem os defeitos.

É interessante também observar a simbologia presente em algumas cenas: a casa voanto, que representa a liberdade alcançada na terceira idade, e a cena em que os móveis vão sendo jogados fora, que representa a libertação do passado - esta segunda, inclusive, é sublime.

Há um outro detalhesinho também, mas nada muito importante, que devo citar: a qualidade da animação da Pixar. Simplesmente embasbacante! O comportamento dos cães é idêntico aos cães reais. Vale lembrar que o filme está sendo exibido em 3D, que faz uma diferença grande, aumentando muito a imersão do filme.

Conclusão

É um excelente filme, recomendadíssimo para todo tipo de público, mas principalmente, pra quem é fã de animação. Apesar de não ser tão revolucionário quanto Wall-e, prova que a Pixar ainda tem muito talento, e que eles não dependem de "continuações" nem de "contos de fadas adaptados para o cinema", e que a ousadia continua sendo uma característica importante em suas criações.

Nota: 9

Trailer:
Youtube

Fontes:

Imagens, ficha técnica e sinopse:
Cinema com Rapadura

Análises comentadas no post:
Omelete
Cinema em Cena
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