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sexta-feira, outubro 02, 2009

Análise: Elefante




Ficha técnica

Título original: Elephant
Gênero: Drama
Duração: 81 min
Origem: EUA - Alemanha
Estréia - EUA: 24 de Outubro de 2003
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Gus Van Sant
Roteiro: Gus Van Sant
Produção: Dany Wolf

Análise

Por mais que um filme seja violento e pesado, a sensação, normalmente, é que há algo de falso nas cenas. Isso não acontece em Elefante. Na verdade, o filme nem é tão pesado assim, se formos levar em conta a quantidade de sangue vista no filme. Nele, não terá nada que um adolescente de 12 anos já não tenha visto num filme exibido em TV aberta.

Não, o problema não é este. Justamente por ser um filme muito mais realista, visceral, filmado sempre com longos planos-sequências*, sem iluminação artificial e trilha sonora, é que ele acaba se tornando muito mais angustiante.



O filme mostra um dia comum numa escola nos Estados Unidos, do que seria o equivalente ao Ensino Médio aqui no Brasil. Porém, os mesmos momentos são filmados de acordo com vários pontos de vistas. A câmera, sempre bem próxima ao personagem de quem o ponto de vista está sendo mostrado, dá a sensação de estarmos na pele de cada um.

É um filme belíssimo, bastante introspectivo. Você se sente no corpo de cada personagem que tem sua história contada. Pra aumentar mais ainda essa sensação, a edição de som amplifica nos momentos cruciais. Há também o recurso da câmera lenta, bem sutil, muito bem usado, para demonstrar momentos(curtos) de felicidade.

É impressionante, também, ver a naturalidade dos atores em cena. Pra quem não sabe, todos os atores são amadores, e interpretam eles mesmos.



Conforme o filme se desenvolve, vamos tentando encaixar melhor as peças e memorizar os personagens e cenas. Como o mesmo dia e mesmos momentos são mostrados de diferentes pontos de vistas, fica bastante informação para digerir, o que deixa o filme ainda melhor.

É interessante também observar os temas que são abordados. Como o filme mostra diferentes "tipos" de pessoas, vemos modos de vida, pensamentos, conceitos, preconceitos e situações que nossos olhos não costumam ver, mas que são muito comuns numa escola de classe média.

Caso você tenha se perguntado sobre a origem do título, aqui vai a explicação:

Primeiramente, é preciso entender o porquê do título Elefante . O nome faz referência a uma parábola budista na qual vários cegos tocam um elefante, e cada um o descreve de acordo com a parte que tocou: a pata, a cauda, a orelha ou a tromba. Mas nenhum é capaz de imaginar o animal em sua totalidade. A nós, é mostrada a “visão” de todos os cegos (uma de cada vez) da parábola, sendo assim, possível tirar nossas próprias conclusões e entender melhor o elefante. Pois, quando se tem a visão de um só dos lados da história, não é possível compreender o que está acontecendo nem o porquê. Fórum Cinema em Cena

Ah! Esqueci de um detalhe importante: o filme é baseado na tragédia de Columbine, em que um aluno aparentemente comum entra armado e mata muitas pessoas. Quase esqueci disso...

A partir daí, vemos um quase filme de terror. As situações são tão intensas e tão assustadoramente realistas, que leva quarquer coração à boca. Se a idéia do filme era boa, com certeza, no clímax, ela se completa, e temos um dos melhores filmes sobre "um dia comum porém realista numa escola".

Um filme para poucos? Não sei, mas um excelente filme, com certeza.

Nota: 10

*Plano-sequência: cena filmada sem cortes por um longo período de tempo, em que a câmera se movimenta para observar a situação exibida, como se fosse uma pessoa andando e observando.
Fonte das imagens e ficha técnica: Cinema com rapadura.



Trailer


domingo, setembro 20, 2009

Análise: Up - Altas Aventuras


Título original: Up
Gênero: Animação
Duração: 96 min
Origem: EUA
Estréia - EUA: 29 de Maio de 2009
Estréia - Brasil: 04 de Setembro de 2009
Estúdio: Pixar Animation Studio/Walt Disney Pictures
Direção: Pete Docter, Bob Peterson (Monstros S.A)
Roteiro: Bob Peterson
Produção: Jonas Rivera

Sinopse

"Os estúdios Walt Disney Pictures e Pixar Animation levam as plateias do cinema para bem alto e bem longe com seu show de fantasia "Up – Altas Aventuras". Apresentado em 3D, o filme conta a edificante história de um velhinho viúvo chamado Carl Fredricksen, com seus setenta e poucos anos de idade, passou a vida sonhando em explorar o planeta e viver plenamente a vida. Até que um plano mirabolante invade sua cabeça teimosa: fazer sua casa inteira levantar vôo e transportá-la dos Estados Unidos a um lugar em meio às montanhas da floresta venezuelana. Um erro de percurso faz sua casa cair e ele tem de seguir sua viagem a pé, com a ajuda de um escoteiro gordinho e muito dedicado. Mas nessa jornada eles vão enfrentar muitos vilões, bestas e situações absurdas."

Análise

Atualmente, não se discute se um filme da Pixar é bom ou ruim. Se discute se ele é melhor ou pior que Wall-e. Você pode duvidar da importância de Wall-e para o cinema mas, com toda certeza, foi um filme ousado, que revolucionou a forma de se fazer animação. Por isso, está sendo usado como referência.

Quanto a Up, alguns críticos influentes, como Pablo Villaça, dizem ser inferior ao Wall-e. Outros, como o Érico Borgo, do Omelete, disse que "provavelmente, a Pixar nunca vai atingir seu auge".

Eu, como fã de animação e como fã da Pixar, devo minha opinião: não é melhor que Wall-e e nem que Ratattouile, mas é melhor que Monstros S.A. e Procurando Nemo, por exemplo.

O início, que mostra a vida de Carl desde a infância até velhice, é de uma sensibilidade incrível. É sublime, espetacular.

Depois desta pequena, porém importante, introdução, o filme mostra um dia comum na vida de Carl. E, como de costume, o imprevisível: é interessante a cena que mostra o local onde Carl vive, causando uma surpresa - sendo inclusive uma cena engraçada.

Um pouco depois, quando a viagem propriamente dita começa, o filme muda de ritmo e clima, mas sempre com a sutileza característica da Pixar. Ele fica bem mais alegre - e também divertido e cheio de situações perigosas, típicas de filmes de aventura.




É incrível, também, a capacidade deles de criar personagens marcantes. Além do velhinho e do escoteiro mirim Russel, aparecem Kevin (uma ave gigante que é fêmea, apesar do nome) e Dug, um cão carente (aparentemente da raça Golden) e que fala (de uma forma curiosa e interessante, que não vou contar aqui).




Neste momento, surgem vários outros personagens - incluindo vários cachorros "falantes". A quantidade de cachorros falantes, e seus comportamentos, dão a sensação do filme ser mais infantil do que Wall-e - não que isso seja um defeito.

O único defeito, que faz com que o filme não seja tão bom quanto Wall-e, é a previsibilidade em alguns trechos do filme. Nada demais, afinal, as qualidades são tantas que enfraquecem os defeitos.

É interessante também observar a simbologia presente em algumas cenas: a casa voanto, que representa a liberdade alcançada na terceira idade, e a cena em que os móveis vão sendo jogados fora, que representa a libertação do passado - esta segunda, inclusive, é sublime.

Há um outro detalhesinho também, mas nada muito importante, que devo citar: a qualidade da animação da Pixar. Simplesmente embasbacante! O comportamento dos cães é idêntico aos cães reais. Vale lembrar que o filme está sendo exibido em 3D, que faz uma diferença grande, aumentando muito a imersão do filme.

Conclusão

É um excelente filme, recomendadíssimo para todo tipo de público, mas principalmente, pra quem é fã de animação. Apesar de não ser tão revolucionário quanto Wall-e, prova que a Pixar ainda tem muito talento, e que eles não dependem de "continuações" nem de "contos de fadas adaptados para o cinema", e que a ousadia continua sendo uma característica importante em suas criações.

Nota: 9

Trailer:
Youtube

Fontes:

Imagens, ficha técnica e sinopse:
Cinema com Rapadura

Análises comentadas no post:
Omelete
Cinema em Cena

terça-feira, setembro 01, 2009

Análise: Nintendo Wii, ter ou não ter


Comprei recentemente um Wii. Isso a aproximadamente um mês. O brinquedo custou caro, por isso, acho importante dizer o que eu buscava no video-game e se isso foi atendido, ou seja, se valeu ou não à pena.

Não vou comentar sobre a rede da Nintendo, pois ainda não tenho acesso banda larga para avaliá-la.



O que eu não gostei



Falta de títulos "hardcore" de qualidade


Sim. Você que esperava aproveitar o Wiimote para ter uma imersão impressionante no seu jogo de tiro preferido, esqueça. Atualmente são realmente poucos os jogos ditos "hardcore", ou seja, jogos extensos que proporcionam maior imersão e blablabla.

Tem alguns títulos muito bons sim, mas são poucos. Alguns exemplos são: The Legend of Zelda: Twilight Princess, Metroid Prime 3, Resident Evil 4: Wii Edition, Okami, entre outros.


Review de Metroid Prime 3 pelo GameTrailers

E, claro, tem os games do Game Cube (citados mais abaixo), caso você não tenha jogado.

Porém, não sabemos o que o futuro nos reserva. Já vimos acontecer uma "virada", como no DS (que foi inundado por jogos de qualidade nos últimos anos mas que, no início, jó tinha jogos estilo "minigames"), ou pode virar um Nintendo 64, ficando com poucos jogos de qualidade.


Hardware fraco


Quando dizem por aí que os gráficos do Wii são fracos, eles não estão mentindo. Se você pretende comprar um video-game esperando gráficos impressionantes de última geração, passe longe.

Não, os gráficos não são iguais aos de Playstation 2. Longe disso. São muito superiores! Porém, alguns jogos (os maus exemplos, daqueles feitos nas coxas, é claro) realmente parecem feitos para a geração passada.

Também vamos esperar pelo futuro, pois as third-parties só estão aprendendo a manipulá-lo agora. Mesmo assim, nada que se compare a um XBox 360 ou PS 3.


Pouca integração multimídia


Se você espera uma completa interação multimídia, com seu video-game sendo muito mais que um video-game, também não é uma boa opção.

Ele não lê DVD, não tem HD para armazenamento e não lê MP3 (apesar de ter porta para cartão SD e porta USB).



O que me deixou bastante satisfeito



Franquias da nintendo


Essa é a mais óbvia, no meu ponto de vista. Se você curte estes games (como eu), temos Super Mario Galaxy, The Legend of Zelda: Twilight Princess, Metroid Prime 3, e temos também Metroid: Other M (que está para ser lançado), entre outras, que você nunca verá nos outros videogames.

Lembrando que a Nintendo sempre se preocupa em fazer jogos de qualidade, com bastante esmero.


Jogabilidade inovadora, simples e intuitiva


Fato: muita gente que não curte video-games acaba jogando por causa disso.

Nunca imaginei que veria vários tios meus jogando video-game! A jogabilidade simples e sensitiva à movimentos atrai qualquer marmanjo! Até a minha avó disse: "Nossa, que controle bonito! Esses jogos são legais pra emagrecer!".....

Tá, isso que minha vó disse não é exatamente um elogio, mas acho que me fiz claro.


Excelente multiplayer


Como disse, o fato da jogabilidade ser simples atrai muita gente e, por isso, muita gente que nunca jogou consegue competir com veteranos.

Há jogos simples, pra quem nunca jogou (e mesmo assim, os veteranos se divertem muito, e sempre!), e há também aqueles que exigem treino (como Super Smash Bros Brawl e Mario Kart Wii).

Há outros tipos de jogos que só existem no Wii, como Wario Ware: Smoth Moves, com seu multiplayer divertidíssimo e hilário (e, às vezes, constrantedor).

O melhor video-game para a churrascada, sem dúvida!


Vários jogos clássicos para download


Para os saudossistas, agora é possível baixar os jogos antigos dos video-games da Nintendo (NES, SNES, Nintendo 64). Todos aqueles clássicos podem ser baixados legalmente pela Nintendo.

Ah, mas você não curtia Nintendo? Não seja por isso!
Você pode, também, baixar jogos de Master System, Mega Drive, Neo Geo, Arcade, Commodore 64 e Turbografx 16(PC Engine no Japão) também!


300 jogos para Virtual console (GameTrailers)

E antes que você diga "ah, mas eu posso jogar tudo isso de graça no emulador", eu digo que muitos emuladores não funcionam perfeitamente, que os jogos são baratos (de 3 a 10 dólares, podendo ser adquiridos via cartão de crédito internacional, o que elimina impostos), e que vêm com o manual original digital. Ah, em caso de formatação da memória do Wii (ou algum outro probleminha), o jogo pode ser baixado novamente de graça.


Retrocompatibilidade com o Game Cube


Se vc perdeu a geração anterior dos video-games (como eu), é uma ótima pedida. Ok, não é um PS 2 em termos de quantidade de jogos, mas tem muitos jogos bons sim - e os exclusivos da Nintendo, claro.

Jogos como F-Zero GX (eleito melhor jogo de corrida futurista da geração passada por muitos especialistas e eleito como jogo mais difícil* de corrida do mundo também), Wave Race Blue Storm, trilogia moderna do Prince of Persia, série Resident Evil e remakes (do zero até o 4, passando pelo Code Veronica), Mario Kart Double Dash, Super Mario Sunshine, Metroid Prime 1 e 2, Star Wars: Rogue Squadron 2 e 3, entre outros.


Review do F-Zero GX no GameSpot

Além do fato de que os gráficos do Game Cube são melhores que do PS 2. O único porém é que é necessário ter um controle e um Memory Card de Game Cube.


Conclusão

Sim, o Wii é um ótimo video-game, mas isso vai depender do que você espera. Se você é exigente quanto a gráficos e vai perder um bom tempo da sua vida tentando finalizar aquele jogo difícil, o Wii não é seu video-game.

Mas se você espera jogos rápidos e divertidos, recebe visita frequente de amigos e parentes, ficou de fora da geração anterior, gosta das franquias da Nintendo, ou até mesmo gosta de ambos os tipos de jogos (se você acha que alguns poucos "hardcore" bastam), o Wii é uma excelente opção.

Na minha opinião, atualmente, é difícil ficar totalmente satisfeito com um único video-game, infelizmente. Talvez, as melhores opções seja: Wii + XBox 360 ou Wii + PS 3. Se você já tem um PC potente, o Wii é altamente recomendado!

Abraços!

terça-feira, agosto 25, 2009

Franquia Star Trek nos cinemas - Parte 1

Ultimamente, graças ao lançamento recente do filme "Star Trek" nos cinemas, a franquia, tanto cinematografica quanto as séries de TV, provavelmente, devem estar sendo desenterradas por muita gente (como é o meu caso).

Muitos não conhecem a série, ou os filmes, e nem fazem idéia do que seja. Um texto "bem resumido", do site Jovem Nerd, explica tudo o que é necessário para adentrar neste universo. Outra recomendação que faço é o podcast do Cinema com Rapadura.

Pra quem não sabe, Star Trek (ou Jornada nas Estrelas) nasceu bem antes de Star Wars (Guerra nas Estrelas) e tem uma premissa bem diferente. A série conta o futuro utópico da humanidade, onde uma nave, capitaneada por James T. Kirk, viaja o universo com o "simples" motivo de exploração científica, "indo onde nenhum homem jamais esteve".

Meu objetivo aqui é me ater aos filmes lançados para o cinema. Como é de se esperar, os filmes da série clássica são mais voltados para quem já assistiu a série, mas isso não impede quem não conhece de assistir - os filmes raramente criam situações que somente os fãs entendem.


1979 - Jornada nas Estrelas: O Filme


Ficha Técnica:
Título Original: Star Trek: The Motion Picture
Tempo de Duração: 130 minutos
Direção: Robert Wise
Roteiro: Harold Livingston, baseado em estória de Alan Dean Foster
Produção: Gene Roddenberry

Sinopse

Uma nuvem gigantesca vai em direção à Terra, destruindo tudo o que passa por perto. Quando percebem que a Terra corre risco de sumir do universo, a Federação decide mandar a melhor nave de sua frota - a Enterprise - para descobrir o que é a "nuvem" e tentar impedir a destruição do planeta.

Trailer


Considerações

Apesar da maioria dos fãs não gostar muito deste filme, este é o único que contém o espítito de exploração da série.

O filme lembra "2001", tanto no ritmo e visual quanto no conteúdo, mas sem a mesma profundidade - não que isso seja um defeito.

Um ótimo filme, com efeitos especiais impressionantes e roteiro bem aos moldes da "exploração espacial científica". O filme tem outros méritos, como apresentar, pela primeira vez, a nave Enterprise de forma que pareça realmente grande - exibindo detalhes nunca antes vistos - e tem, também, a trilha sonora de Jerry Goldsmith, que acabou sendo mais lembrada, inclusive, que a trilha da série clássica.

Nota: 8

5 cenas interessantes:
- A exibição da Enterprise enorme, cheia de detalhes
- Ver Spock chorando
- Spock entrando no centro da nuvem
- Final, no momento em que descobrem o que é a V'Ger
- Ver McCoy mau humorado


1982 - Jornada nas Estrelas II - A Ira de Khan

Ficha Técnica:
Título original: Star Trek II: The Wrath of Khan
Duração: 113 min
Direção: Nicholas Meyer
Roteiro: Harve Bennett (história), Jack B. Sowards (história), Samuel A. Peeples (não creditado), Nicholas Meyer

Sinopse

Este filme marca o início da Trilogia Genesis. É século 23. A USS Entreprise, espaçonave da federação, está realizando manobras de treinamento e o almirante James T. Kirk parece conformado com o fato de que esta pode ser a última missão de sua carreira. Mas Khan está de volta. Acompanhado de seu exilado bando de super homens genéticos, Khan, brilhante renegado da Terra no século 20, tomou a Estação Espacial Regula Um, roubou um secreto dispositivo chamado Projeto Gênesis, apoderou-se de outra nave da Federação e agora planeja preparar a mais mortífera de todas as armadilhas para o seu velho inimigo Kirk... mesmo ameaçando causar um apocalipse galático.

Trailer


Considerações

O filme resgata personagens de um episódio da série clássica, apresenta problemas familiares do capitão, detalhes do passado de alguns personagens, além de ter o ritmo e o humor da série clássica.

Com essas idéias no filme, não tinha como errar. O filme tem um roteiro interessante, bem construído (e sem furos), apesar de simples. Junte a isso o vilão mais carismático "do universo" ("Como dizia um ditado Klingon: a vingança é um prato que se come frio", diz ele em determinado momento do filme).

O filme exibe, também, batalhas espaciais tipicamente "navais" e emocionantes (nunca antes vista na série), momentos bastante tensos, além do final espetacular e de uma trilha sonora excelente e, pronto, temos um dos melhores - senão o melhor - filme de Jornada Nas Estrelas.

Nota: 9


--- Spolier ---
O "final espetacular" de que me refiro é o sacrifício feito por Spock para salvar a tripulação, algo totalmente inesperado, mesmo para "não fãs". Temos uma das cenas mais bonitas da saga, que é Spock e Kirk conversando sobre amizade através de um vidro, antes da morte de Spock.
--- Fim do Spoiler --


5 cenas interessantes:
- Teste Kobayashi Maru
- Cavernas no interior do planeta Genesis
- Batalha entre as duas naves (Enterprise e a nave capturada por Khan)
- Explosão da cápsula Genesis no espaço e a respectiva fuga da Enterprise
- Final dito acima (o Spoiler) e suas concequências de partir o coração


1984 - Jornada nas Estrelas III - À Procura de Spock

Ficha Técnica:
Título Original: Star Trek III: The Search for Spock
Direção: Leonard Nimoy
Roteiro: Harve Bennett
Produção: Harve Bennett

Sinopse (um grande Spolier)
Segunda parte da Trilogia Genesis. A tripulação volta e inicia, como de costume, reparos na nave. O problema é que a derrota de Khan e a criação do planeta Genesis não representaram grande vitória, pois Spock morreu e McCoy ficou inexplicavelmente louco. Com a chegada surpresa de Sarek, todos descobrem que, na verdade, McCoy está hospedando a essência do amigo Spock. Agora todos deverão partir, às pressas, com a U.S.S. Enterprise roubada para tentar salvar os dois amigos que sofrem com essa inesperada transformação.

Trailer


Considerações

O filme é uma continuação "obrigatória" ao segundo. O filme é bem interessante, mas tem algumas situações absurdas que me incomodam, como:


--- Spoiler ---
- O teletransporte de personagens importantes para o planeta Genesis, antes da nave explodir - ou seja, ninguém que estava na nave era importante;
- A forma como o sequestro da Enterprise foi feito;
- A sobrevivência de Spock no planeta Genesis sozinho;
-- Fim do Spoiler --


Cenas como as citadas anteriormente tornam o filme mais inverossímil. A troca da atriz que interpreta a tenente Saavik também foi algo que me incomodou - a anterior era "bem mais vulcana" que a nova.

Temos, novamente, um ótimo vilão: Cristopher Lloyd interpretando um Klingon. O filme segue o ritmo proposto pelo anterior, além de conter uma "continuação" da trilha sonora, ótima. O final do filme, como de costume, é excelente - a melhor parte do filme.

Nota: 7


5 cenas interessantes (todas são Spoilers!) :
- Ver Spock crescendo rapidamente (e passando pela puberdade)
- O sequestro e a fuga da Enterprise (e a sabotagem de uma outra nave...)
- Ver o vilão (um Klingon) ser representado por Cristopher Lloyd
- A luta final entre Kirk e o Klingon, enquanto o planeta se acaba, como num apocalipse
- Ver McCoy meio doido no inicio do filme


1986 - Jornada nas Estrelas IV - A Volta Para Casa

Ficha Técnica:
Título original: Star Trek IV: The Voyage Home
Duração: 119 min
Direção: Leonard Nimoy
Roteiro: Leonard Nimoy (história), Harve Bennett (história, roteiro), Steve Meerson, Peter Krikes, Nicholas Meyer

Sinopse

Última parte da Trilogia Genesis. Tripulação da U.S.S. Enterprise ainda vaga pelo espaço, em pleno século 23, e uma misteriosa força alienígena está ameaçando evaporar os oceanos e destruir a atmosfera da Terra. Numa frenética tentativa de salvar a humanidade, Kirk e seu grupo precisam voltar no tempo, na São Francisco de 1986, onde eles encontram um mundo totalmente caótico. O segredo para salvar o planeta está em duas baleias.

Trailer


Considerações

O filme, inevitavelmente, acaba abusando da comédia. Apesar de isso assustar alguns fãs, em nenhum momento o filme ficou "galhofa" (como diria o Jovem Nerd). Pelo contrário: as situações são totalmente contextualizadas. Depois de assistir o filme, você perceberá que não havia outra forma de o filme ser feito a não ser apelando para a comédia.

A proposta ecológica do filme é genial - além de inovadora para a época - , e, além de passar uma mensagem bonita, realmente faz pensar na "arrogância humana" (como dito pelo Sr. Spock).
Um ótimo filme e que, justamente por não se levar tão a sério, acaba sendo um dos melhores da saga - e, de quebra, uma ótima opção pra iniciar quem nunca viu Jornada nas Estrelas.

Nota: 8


5 cenas interessantes:
- Spock "meio doido" no início do filme, falando coisas sem sentido
- Spock dando o "golpe vulcano" num punk que leva um rádio portátil com o volume no máximo (e sendo aplaudido por isso)
- Qualquer cena em que McCoy apareça
- Chekov e Uhura perguntando para as pessoas na rua (incluindo um guarda) onde eles poderiam encontar navios nucleares
- Scotty tentando se comunicar com um computador


1989 - Jornada nas Estrelas V: A Última Fronteira

Ficha Técnica:
Título original: Star Trek V: The Final Frontier
Direção: William Shatner
Roteiro: William Shatner (história), Harve Bennett (história), David Loughery (história, roteiro)
Duração: 107 minutos

Sinopse

É a data estelar de 8454.130 e o capitão Kirk, que está de férias, tem que enfrentar dois desafios: escalar o El Caputan, no Yosemite, e ensinar cantigas de acampamento para Spock. Mas o lazer é bruscamente interrompido quando um vulcaniano renegado rouba a Enterprise e a leva para desvendar os mais profundos segredos do universo.

Trailer


Considerações

Na minha opinião, é o pior filme. Não é um filme "terrível", como muitos dizem, mas bem inferior aos outros. A premissa é bem interessante, porém, percebe-se que alguns trechos do filme foram feitas "nas coxas". Além disso, o filme tem algumas cenas absurdas, como ver Kirk escalando a montanha no início do filme.

O maior pecado do filme é, com certeza, o visual: iluminação mal feita na maior parte do filme e efeitos especiais piores que o do primeiro - parece apenas um episódio da série clássica. O filme acaba exagerando na comédia. Se, no quarto filme, as cenas engraçadas eram bem contextualizadas, neste aqui chegam a incomodar.

Não acho que o filme seja péssimo, como muitos dizem, pois tem algumas cenas interessantes, além do final. O filme resgata o espirito da série clássica, que havia sumido depois do primeiro filme. Um bom filme, apenas.

Nota: 6

5 cenas interessantes:
- Kirk, Spock e McCoy cantando em volta da fogueira, no início do filme
- Qualquer cena em que McCoy apareça
- Uhura cantando e dançando semi-nua, para atrair os soldados inimigos
- A cena em que McCoy enfrenta seus medos (um ótimo jogo de iluminação)
- O final do filme, quando encontram "deus"


1991 - Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida

Ficha Técnica:
Título Original: Star Trek VI: The Undiscovered Country
Tempo de Duração: 112 minutos
Direção: Nicholas Meyer
Roteiro: Nicholas Meyer e Denny Martin Flinn, baseado em estória de Leonard Nimoy, Lawrence Konner e Mark Rosenthal
Produção: Steven-Clarles Jaffe

Sinopse

Desgastados com a constante guerra travada ao longo dos anos, a Federação Interplanetária e o Império Klingon planejam uma conferência de paz. Insatisfeitos com esta possibilidade, alguns poderosos tramam o assassinato do Chanceler Klingon Gorkon, que será escoltado à Terra pela tripulação da Enterprise.

Trailer


Considerações

Se contextualizarmos o filme, ficará fácil de perceber a clara aluzão ao final da Guerra Fria. O filme trata de forma genial temas como preconceito contra os "inimigos", conspirações, o medo da mudança - no caso, a guerra acabar - entre outros. Talvez seja o filme mais inteligente da saga.
A premissa, por si só, já é interessante, ao mostrar o império Klingon cedendo à Federação pois, graças ao "incidente lunar", não terão como se virar e, muito menos, sustentar a guerra.

Todo o filme é muito bem realizado. Os efeitos estão excelentes, as cenas são bem dirigidas, o roteiro cheio de mistério e muito bem apresentado. O filme tem um ritmo tenso, que não diminui até os momentos finais.

A divisão do filme em duas linhas deixa o filme mais interessante. De quebra, mostra que o universo de Jornada nas Estrelas não é tão perfeito como parecia. Talvez o melhor filme da saga. Memorável.

Nota: 10

5 cenas interessantes:
- O jantar com os tripulantes da Enterprise e os Klingons (mais incômodo do que isso, impossível)
- A invasão na nave Klingon
- O julgamento de Kirk e McCoy pelos Klingons
- A batalha da Enterprise e da Excelsior contra a nave Klingon
- Spock lendo a mente da vulcana (a cena é tensa, assistam ao filme pra entender)


Fontes:
www.adorocinema.com
www.cinemacomrapadura.com.br
www.cineplayers.com

terça-feira, agosto 18, 2009

Primeiras Impressões: Lost (Primeira temporada)

Antes de mais nada, estou assistindo o início da primeira temporada. Sim, tenho que reconhecer: a série é f*da!

Imagem de divulgação do canal norte-americano ACB

Impressões:
  • Personagens bem desenvolvidos
  • Situações tensas e vicerais
  • Fotografia excelente
  • Muitos flashbacks
  • Dilemas e questionamentos internos dos personagens
  • Personagens imprevisíveis
  • Muitos mistérios...
  • ...colocados nos momentos certos, sem parecer incoerente
  • Nada de apelar para finais noveleiros, do tipo "e agora, vou ter que assistir o próximo episódio!"
Até o momento, esta sendo A série. Veremos o que os episódios futuros nos reserva...
Abraços!

Inspirado num post do blog do Johnny.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Primeiras Impressões - Filme: Quem quer ser milionário?


É difícil ser imparcial depois de assistir um filme como esse.

O diretor Danny Boyle fez realmente um ótimo trabalho (melhor do que Trainspotting, por exemplo). Apesar da grande semelhança com o filme "verde-e-amarelo" Cidade de Deus, são filmes diferentes; não vou tirar o mérito de nenhum deles. Porém, concordo com Maurício Saldanha, do Cinema com Rapadura: o Oscar não precisava ter esnobado Cidade de Deus.

Enfim, voltando ao filme. Lá vai minhas considerações:
Fotografia fantástica, montagem e edição ágil, interpretações muito boas, excelente roteiro e direção. Destaque para o ator que interpreta o Jamal adulto (Dev Patel). É de uma autenticidade incrível!
A única coisa que me incomoda são alguns ângulos de câmera tortos, que são usados bastante em algum momento do filme, mas nada muito relevante.


A história, pra quem não sabe, começa com Jamal sendo "interrogado" por um policial, perguntando pra ele como conseguiu chegar na pergunta de 10 milhões de rúpias do programa de TV. A partir daí, ele conta a vida dele, e as coincidências que o levaram a sempre saber a resposta certa (mesmo sendo um favelado praticamente analfabeto...).

Há quem diga que o filme se sustenta pela "estética da pobreza", o que seria um grave defeito. Tenho minhas dúvidas.

Concluindo: é um ótimo filme. Mesmo que você seja cético, assista! Com certeza vai valer à pena, seja por um bom ou um mau motivo.

Horizontes claros, navegantes!

PS.: continuarei minha postagem sobre o Mario posteriormente. Precisei escrever este post antes.

Recomendações:
renatofelix.wordpress.com (encontrei por acaso, ótima resenha)
Nerdcast episódio149 (ótimo Podcast. Neste episódio, Maurício Saldanha emite sua opinião)

segunda-feira, agosto 10, 2009

Primeiras Impressões: Super Paper Mario

Você conhece o Mario?

Ficha Técnica:

Nome: Super Paper Mario
Gênero: RPG/Adventure
Jogadores: 1 jogador
Ano: 2007
Desenvolvimento: Intelligent Systems
Distribuição: Nintendo
Sistema: Nintendo Wii

Que a Nintendo está superexpondo algumas de suas franquias, todo mundo sabe. Que ela usa da popularidade de suas franquias tradicionais para inovar, é um fato que nem todos lembram (é bom lembrar que este jogo, na verdade, foi desenvolvido pela "afiliada" Intelligent Systems).

Não lembro exatamente da história do game, só lembro que envolvia um casamento entre Peach e Bowser, a traição dos Koopa Tropas (que começam a usar óculos escuros) e uma profecia...
Tentei resumir a história completa, mas o texto ficou ridículo demais, pois esqueci de detalhes importantes. Enfim...
Pelo menos dá pra perceber que o jogo contém muio bom humor.

Pra quem não sabe, este é o terceiro jogo desta série de RPGs (incluindo Paper Mario para Nintendo 64, e Paper Mario: The Thousand Year Door para Game Cube).

Neste game, ele ganha características de Adventure, pois incorpora trechos de plataforma e exploração. Porém, o jogo nunca fica voltado somente para ação, contendo trechos em que devemos usar bem nosso cérebro para encontrar a saída do lugar. Alguns deles chegam a ser realmente difíceis, exigindo um pensamento "fora da caixa" (como dizia um amigo meu).

O que é realmente inovador é o recurso "flip": o jogo é inteiro 2D mas, em alguns momentos, deve-se transformar o jogo em 3D para descobrir caminhos escondidos, itens etc. O problema é que o tempo para ficar no 3D é limitado e, além disso, em alguns casos, o "caminho escondido" é o verdadeiro, deixando o jogo desafiante.

Contra-capa da versão japonesa, exibindo o conceito principal do jogo (clique para ver maior)

Apesar do jogo ser classificado para todas as idades, acredito que ele funcione mais com adultos que viveram a época dos 16 bits, com seus jogos 2D, pois o jogo é bastante retrô.

Além do visual propositalmente quadrado e do fato de ser 2D, o jogo relembra músicas tradicionais do universo Mario, além de outros itens e "power-ups" antigos (como um que te transforma num Mario estilo 8 bits gigantesco!).

Esta é só uma prévia, pois ainda não terminei o jogo. Porém, para conclusão, digo que realmente me surpreendi (positivamente), não esperava por algo tão diferente quando comprei o jogo. Até o momento, está sendo um ótimo investimento!

Horizontes claros, navegantes!

Fonte da imagem de contracapa:
www.nwiizone.com

sábado, junho 27, 2009

Saldo da semana passada: filmes assistidos

Vou fazer aqui um breve resumo dos filmes que assisti no final de semana passado. Deveria ter feito isso antes...

De qualquer forma, não vou deixar a oportunidade passar, até porque os filmes que assisti (sem exceção) são ótimos!


Sangue Negro


http://www.adorocinema.com/filmes/sangue-negro/sangue-negro-poster05.jpg


Um excelente filme do diretor Paul Thomas Anderson (Magnólia), no qual o fabuloso ator Daniel Day-Lewis interpreta um magnata do petróleo, no início do século vinte. O filme retrata a vida deste homem, desde o início, exibindo o personagem trabalhando sozinho nas minas de prata, até a época em que sua empresa domina praticamente uma cidade inteira.

O filme tem uma fotografia excelente, que mostra metaforicamente Daniel Plainview (personagem de Day-Lewis) surgindo das “sombras”, coberto com o “ouro negro”. Além disso, conta com a trilha sonora excepcional do guitarrista da banda Radiohead, que mistura momentos em que antecipa muita tensão (lembrando a trilha de “2001, Odisséia no Espaço”) com músicas orquestradas com um ar mais clássico e festivo, dando um toque de ironia.

Além de Day-Lewis, o filme conta com a presença de Paul Dano, que interpreta o reverendo Eli Sunday. É interessante observar a rivalidade quase instantânea que nasce entre os dois (Plainview e Sunday), pois ambos buscam poder.

Um filme excepcional, daqueles que permitem um infinito leque de interpretações.


Links recomendados:

http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/2877/sangue_negro_(there_will_be_blood_2007)

http://www.cinemaemcena.com.br/ficha_filme.aspx?id_filme=4369&aba=detalhe


Pi


http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/pi/3.jpg


Um filme de mistério e conspiração “expressionista pós-moderno”. Expressionista por ser preto e branco com um contraste exagerado (quando é preto é realmente preto, e quando é branco, é muito branco).

Visceral e, às vezes, surreal, o filme, dirigido por Darren Aronofsky conta a história de um matemático e programador chamado Max Cohen (Sean Gullette) que busca por um padrão matemático na bolsa de valores. Quanto ele descobre algo, obviamente não consegue ficar em paz, sendo perseguido por uma empresa da Wall Street.

É brilhante a forma como o filme mostra a vida do personagem principal, dando uma sensação de obsessividade assustadora, que representa o estilo de vida do personagem. Como se não bastasse, ficamos em dúvida se realmente o personagem está sendo perseguido.

No meio do filme, um outro personagem busca Max e pede ajuda, para que ele o auxilie a decifrar um mistério envolto com o judaísmo. Neste momento, o filme aproveita para dar uma verdadeira aula (como num documentário) de como tudo na natureza contém matemática. Mas, longe de se tornar massante ou cansativo, o filme faz-nos ficarmos ainda mais interessados e intrigados pelo assunto, e aí começamos a concordar com a teoria do personagem principal, de que tudo na natureza segue um padrão, possível de ser previsto matematicamente.

Um ótimo filme! Daqueles que é impossível ficar sem omitir uma opinião no final.


Link recomendado: http://www.bocadoinferno.com/romepeige/artigos/pi.html



Feitiço do Tempo


http://www.fisica-interessante.com/image-files/feitico-do-tempo.jpg


Feitiço do tempo, cujo nome original seria "o dia da marmota", conta a história de um repórter chato e arrogante (interpretado por Bill Murray) tem que fazer uma reportagem sobre uma festa tradicional (envolvendo uma marmota!) numa cidadezinha pequena. O personagem já chega na cidade sem nenhuma vontade, pois acha aquela festa ridícula. No dia seguinte, ao acordar, percebe que o dia anterior está se repetindo!

Uma comédia inteligente e interessante, muito bem montada. Percebe-se, desde o início, que é daqueles filmes com objetivo claro de ter uma moral da história.

Mas não é daqueles filmes bobos e previsíveis. O filme é muito bem montado, com piadas inteligentes inseridas sempre no contexto certo. O filme não tem uma mensagem óbvia, como a maioria, mas permite várias interpretações, o que deixa a película bem mais interessante.

O ator Bill Murray tem uma ótima interpretação com um timing perfeito, deixando um personagem chato e arrogante tornar-se engraçado. O filme exibe a transformação do personagem de forma bem coerente, que faz o filme ganhar credibilidade.

Recomendado!

Todas as comédias atuais poderiam ser como esta...


Conclusão


Pelo visto, o saldo foi positivo. Espero sempre acertar em minhas escolhas, como desta vez. Independente disso, sou cinéfilo, o que significa que assistir a um filme sempre será um prazer, independente da qualidade.


Até o próximo fim de semana!

Star Fox

Ficha Técnica

Nome: Star Fox
Gênero: Simulação/Tiro ("Shooter")
Modos de jogo: campanha para um jogador
Ano: 1993
Origem: Japão
Designer: Shigeru Myamoto
Desenvolvimento: Nintendo/Argonaut Software
Distribuição: Nintendo
Sistema: Super Nintendo Entertainment System/Super Famicom


Caixa original do jogo


Em 1993, a tecnologia 3D já havia dado seus primeiros passos. Primeiro, nos Arcades, em jogos como Virtua Racing e Virtua Fighter, da Sega (entre outros), que testaram as capacidades de interação que a nova tecnologia oferecia. No ramo de jogos caseiros, consoles como 3DO prometiam gráficos poderosíssimos e jogos mais adultos com a utilização desta tecnologia.


Sinceramente, não sei quem deu o primeiro passo. Independente disto, a Nintendo tinha percebido que, logo logo, estaria perdendo terreno para as empresas rivais, visto que seu console da época, o Super Nintendo – que apesar de graficamente superior ao seu principal rival, o Mega Drive - , tinha uma falha: o processador lento (na casa dos 3 MHz, contra um processador na casa dos 7MHz do Mega Drive).


Se a tecnologia dos cartuchos tem uma vantagem em relação ao CD, ela foi aproveitada quase que ao máximo neste jogo – não digo em relação a puro poder gráfico, mas no que diz respeito ao uso de tecnologia de ponta (pelo menos para a época).


Esta tecnologia era o chip Super FX, que nada mais era do que um processador capaz de processar gráficos "poligonais" – ou seja, tridimensionais -, o que o processador principal do console não era capaz de fazer. Porém, mesmo com este chip, os jogos (comentarei melhor posteriormente) não ofereciam o mesmo desempenho que o da rival Sega. Imagino que a Nintendo tenha percebido isso e, portanto, apostato suas fichas não apenas na tecnologia, mas num novo projeto, todo feito com base neste chip. Este projeto era Star Fox.


Primeiro estágio, Corneria


O Jogo


O roteiro é simples: o planeta Corneria está sendo invadido pelas tropas de Andolf (posteriormente chamado de Andross). Para isso, o general contata a Star Fox, aparentemente uma equipe de caçadores de recompensa.


O jogador pilotará a nave de uma carismática raposa, chamada Fox, o líder da esquadra, num típico "shooter" de naves espaciais, sendo acompanhado por Falco (um falcão), Slippy (um sapo) e Peppy (um coelho). Agora, porém, o jogo conta com uma diferença crucial: é totalmente tridimensional!


Tudo bem, o fato de ser 3D poderia ser apenas uma jogada de marketing - até porque, como se pode perceber desde o início, a taxa de frames do jogo é baixa, dando a impressão de um jogo pouco fluído. Porém, a Nintendo conseguiu contornar estas falhas.


O jogo explora ao máximo as possibilidades tanto gráficas quanto de jogabilidade, criando uma experiência única.


Quem não se lembra da fase "Sector X", onde a esquadra de Fox percorre um setor no espaço onde existe uma espécie de "lixo espacial", que na realidade são objetos poligonais (barras e cruzes de aço, lembrando construções incompletas), que se movem com o "objetivo" de atrapalhar e acertar as naves? Ou então a "Space Armada", onde se encontram várias naves gigantes do inimigo, "esperando" para que o jogador entre nelas, percorra um corredor cheio de obstáculos e destrua-as por dentro? Ou ainda "Titania", um planeta estranho, em que o cenário se repete infinitamente...a não ser que o jogador perceba que, atrás de um obstáculo, tem algo importante para ser ativado - que, além de (uau!) mudar o clima do planeta instantaneamente (de coberto de neve com neblina densa, para um deserto avermelhado com o sol se ponto ao fundo) libera a "continuação" da fase?


Além da ação desenfreada, característica principal dos jogos de "shooter", o jogo proporciona uma adrenalina crescente, que vai aumentando até culminar com o chefe final, Andolf. Não só a dificuldade do jogo acentua isto (com uma dificuldade relativamente alta para os não iniciados), como o aspecto visual e sonoro (como comentarei mais para frente).


Segundo estágio, Asteroid field


Um exemplo é a cena da entrada do caça de Fox na nave gigante que representa o chefão da "Space Armada", que demonstra a enorme dimensão da nave inimiga. Posso citar, também, a conclusão da "Asteroid Field", em que vemos um efeito visual semelhante ao de Guerra nas Estrelas, quando as naves entram na Velocidade da Luz, ou ainda a entrada da fase final, Venom, que mostra a descida do caça de Fox ao planeta.


Para os que ainda estão perdidos, o jogo, apesar de tridimensional, é linear. O caça de Fox avança sempre para frente, sendo que o jogador pode movimentá-la para os quatro lados da tela, além de poder frear ou dar um turbo, para desviar dos tiros e obstáculos. A movimentação da nave lembra a de um avião, sendo que para subir e descer, os comandos são invertidos. O jogo permite, também, a inclinação lateral da nave (com os botões L e R) o que facilita a movimentação lateral na hora de desviar dos tiros inimigos.


Pra ajudar (ou atrapalhar) o jogador é acompanhado pelos outros membros da esquadra, que, às vezes, tentam ajudá-lo, e acabam por passar na frente. Se o jogador derrubar um companheiro sem querer perde a "ajuda", além de não poder completar 100% da fase.


Como todo bom Arcade que se preze, o jogo oferece itens para ser coletados durante o jogo – itens, aliás, que utilizam abusivamente do 3D, com designs intuitivos. Entre os itens, o jogo conta com anéis que carregam a energia da nave, bombas (podem ser atiradas a qualquer momento, com uma larga área de impacto), aumento da potência dos tiros, entre outros.


Um dos mais interessantes é o item para coletar vida extra: são três alvos móveis. O jogador deve atirar nos três, para, então, surgir uma "navezinha" no meio, que é a vida propriamente dita. Ah, e como não poderia faltar, tem um item que recupera asas perdidas, caso o jogador perca uma delas. Veja, com este exemplo, que os criadores se atentaram a vários detalhes, com a preocupação de fazer um jogo de qualidade.


No aspecto dificuldade, pode ser considerado um jogo difícil para não iniciados, e médio para quem já está acostumado com este tipo de jogo. A dificuldade é crescente. Porém, pelo fato de o jogo ser Arcade – e, portanto, rápido para ser finalizado – a aprendizagem é um pouco demorada. É praticamente impossível ir muito longe na primeira tentativa.


Velocidade da luz


Se o conceito do jogo foi brilhante e muito bem pensado, o resto teria de acompanhar. Felizmente é o que acontece. A caracterização dos personagens é boa, sendo eles carismáticos. O visual geral do game, apesar de "quadradão", é bem claro. Dá pra distinguir claramente os objetos de cenário.


Além disso, tem a ótima trilha sonora, composta por Hajime Hirasawa, bem marcante, adicionando emoção aos principais momentos do jogo. As músicas são ótimas, utilizando de forma bem interessante o sintetizador do console. É interessante perceber que o timbre de alguns instrumentos do arranjo sonoro (agudos, semelhantes à xilofone ou piano) lembra o aspecto visual limpo dos polígonos do jogo.


As músicas combinam com os momentos em que são tocadas, como, por exemplo, a música da primeira fase (Corneria) que remete a um filme de ação, misturando Hard Rock com fundo orquestrado. Ou , ainda, a música do "Sector Y", uma valsa suave, dando uma leve sensação de "viagem", combinando com a situação surreal em que se apresenta - o espaço sideral se assemelha a um oceano nessa fase, com animais aquáticos flutuando no céu.


Para concluir, o jogo oferece um "fator replay" altíssimo. Por ser um jogo rápido, estilo Arcade, oferece uma alta dose de adrenalina, o que torna o jogo altamente viciante. Além disso, o jogo conta com três níveis de dificuldade. Porém, em cada um deles, o trajeto muda e, portanto, as fases também. Como se não bastasse, têm as fases secretas, que se encontram no caminho do "Black Hole" (Buraco Negro).


Como podemos ver, a Nintendo não poupou esforços e criatividade para seu Star Fox, criando um jogo emocionante, criativo e viciante. Mesmo com a falha da lentidão do processador, a Nintendo conseguiu contornar o problema criando não apenas um jogo bom, mas um verdadeiro clássico do mundo dos games!


No núcleo de uma nave inimiga


Resumo


Roteiro:

Simples e direto, até simplista. Não há necessidade de algo muito mais rebuscado.


Visual:
Apesar de "quadradão", o game contorna o problema com polígonos coloridos e claros, além dos Sprites e imagens de fundo bem desenhadas.


Música:
Trilha sonora emocionante, além de combinar com o momento em que são tocadas e com o visual do game. As músicas grudam na cabeça, depois de uma boa partida.


Jogabilidade:
O game explora ao máximo as situações proporcionadas pela tridimensionalidade. Nada como um jogo de ação de naves para aproveitar o potencial da tecnologia.


Fator "replay":
A alta dose de adrenalina torna o jogo viciante, além das opções de dificuldades, que contam com fases diferentes.


Dificuldade: Alta
Difícil. Para os iniciados, é questão de tempo. Porém, é praticamente impossível ir muito longe logo na primeira tentativa.


Conceito geral:



Referências:

Disponível em: http://outerspace.ig.com.br/retrospace/


25 de maio de 2009.

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